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Slipknot - Família Numerosa

















Pelo trabalho e dedicação que têm demonstrado em nome do rock extremo, Slipknot é alvo de adoração sem limites um pouco por todo o planeta. Portugal não é excepção.

"Temos os nossos altos e baixos", diz-nos Shawn Crahan, o Clown, #6 ou simplesmente percussionista de Slipknot, enquanto dá os últimos retoques em estreia do álbum dos Dirty Little Rabbit, a sua mais recente aventura musical à margem de Slipknot. "Às vezes torna-se cansativo passarmos tanto tempo em digressão, mas temos de tocar ao vivo o máximo possivel cada vez que lancamos um novo disco...até porque isto faz parte do processo de conquista mundial a que demos inicio quando formámos a banda". é comum ouvir músicos famosos dizerem que, quando comecaram a dar os primeiros passos, não imaginavam que um dia poderiam dos niveis de sucesso de que são alvo. O percussionista e um dos mentores dos nove mascarados de Iowa é uma excepção à regra. "Sempre tive uma fé enorme nesta banda", confessa sem pinga de modéstia. "O facto de termos discos na tabela da Billboard não nos afecta por aí além. É óbvio que é bom perceber que o nosso trabalho árduo tem impacto e se traduz em vendas, mas o mais importante para nós sempre foi fazermos única e exclusivamente aquilo que queremos fazer. Conseguimos conquistar uma base de fãns sólidae isso permite-nos continuar aqui, mas também temos noção de que tudo pode acabar de um dia para o outro. Isso ajuda-nos a manter os pés firmes na terra, porque continuamos a ser exactamente as mesmas pessoas que éramos antes de comecarmos a vender milhões de discos". All Hope Is Gone, o último álbum, entrou directamente para o primeiro lugar da Billboard e, pela amostra, nada poderá parar Slipknot. A não ser eles próprios, claro. "Houve alturas em que era bastante complicado gerir todos os egos na banda, por isso estamos a atravessar uma óptima fase. No entanto, todos temos consciência de que, quando deixar de ser divertido fazer digressões, está na altura de arrumar as luvas. Não o vejo a acontecer num futuro próprio, no entanto. Temos um novo disco quase pronto e estou a trabalhar simultaneamente num DVD, que vai documentar a nossa primeira década como Slipknot". Quando questionado em relação a quais terão sido os pontos mais altos e baixos desse período, a resposta é peremptória... e exactamente a mesma para as duas questões:"O facto de ainda nos mantermos juntos depois de todo este tempo", atira entre risos.




Ps: Entrevista retirada do extra que acompanha a revista BLITZ deste mês sobre o Alive Festival.

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